Bem, foram estes os dois últimos filmes que vi no cinema e já que não posto nada há um tempo, resolvi juntar os dois num único post:
- Cilada.com:

NOTA: 2,0

Acredito que não seja necessário dar uma sinopse. Este é basicamente o filme que conta a história de um dos heróis mais icônicos da Marvel. Quanto à adaptação dos quadrinhos, já digo que obviamente existem diferenças, mas sem problemas fatais. A história convence bem e apesar da dita estrutura de filme de super herói, tem um quê a mais que faz deste um dos melhores filmes da Marvel ao lado de Homem de ferro e Homem-aranha 2, na minha opinião.
Comecemos falando do elenco de primeiríssima qualidade: Chris Evans (o tocha humano do quarteto fantástico) faz o que lhe pedem, Hugo Weaving faz o típico vilão, porém muito bem no que lhe é possível e Tommy Lee Jones compõe o papel de um típico coronel meio que sem emoções e amargurado, mas que consegue se sobressair maravilhosamente bem. Stanley Tucci também faz uma boa participação no filme.
Quanto as técnicas o filme é quase perfeito. Os efeitos visuais são fantásticos, só falhando um pouco quando aplicados no movimento humano, grande mal de homem-aranha. Até o enfraquecimento do Chris Evans convence. O som do filme é fenomenal, como esperado de uma grande produção ambientada na guerra,né? Destaco também uma canção original composta pelo genial Alan Menken. A trilha de Alan Silvestre também merece uma menção honrosa. [Fãs de Harry Potter: Acho difícil levar o oscar de efeitos visuais esse ano, hein? rsrs!]
A história aliada a uma direção e montagem bem interessantes consegue criar um fio condutor para a história apesar de certas falas típicas de filme de herói, ou de closes na cara de mal de um vilão depois de falar uma frase de efeito etc. O trunfo do filme para sair um pouco da estrutura pré-moldada de uma produção da Marvel é ser parte filme de herói e parte filme tipicamente de guerra mesmo, devido a história em questão. Até o romance da história soa bem, ao contrário de Thor e o cisne negro, rsrs!
É um filme que diverte, anima, não te deixa cansado e que flui sem grandes problemas. Uma boa pedida para o fim das férias!
NOTA: 8,5
A sinopse do filme é aparentemente simplória. Há um médico que trabalha num campo de refugiados na África que divide seu tempo entre tal atividade e seu filho. Ele, por sua vez, é uma criança por volta de 10 anos que sofre bullying no colégio, até um dia que um garoto recém-chegado na turma e de mesma idade, o ajuda, batendo e quase cegando o agressor. A partir daí, uma amizade cresce entre os dois, desenvolvendo de forma bem interessante cada uma das famílias e tendo como pano de fundo o tema da violência nos dias de hoje.
Até onde devemos aceitar a violência sem revidar? Como dito no filme, a retribuição da violência é o que causam as guerras. E é com base nessa frase e neste pensamento, a história se desenrola. Numa saída em que o médico está com seu filho e com seu novo amigo, ele acaba levando um tapa na cara sem nenhum motivo, mas este não revida, ensinando a passividade para os filhos que acabam o repreendendo, achando na violência uma mlhor solução para aquilo. Desta forma, eles acabam buscando se vingar de algum jeito, tendo conclusão tipicamente trágica.
Considero a direção caprichada como um dos maiores méritos do filme. Ela faz com que prestemos atenção por todo o filme e nos conduz da melhor maneira possível. Somos levados a pensar nesta interessante história alegórica sobre a violência e suas consequências.
Os atores também tem grandes méritos e levam o filme com perfeição. Destaco aqui o jovem William Johnk Nielsen que merecia, por baixo, uma indicação ao oscar. Ele consegue demonstrar as razões de sua atitude e ir da tristeza infantil ao desejo louco de vingança sádica com naturalidade de mestre. Ele interpreta o amigo do garoto “bullinado”. Destaque especial também para Trine Dyrholm que faz de forma super natural e realista a mãe do dito “bullinado”. Principalmente ao término somos assombrados por uma atuação fantástica. Mas todos, sem exceção, estão bons.
A ironia do título, mediante o que é desenvolvido, é fantástica. Por ser um filme consideravelmente profundo, acredito que alguns não concordarão com sua ideologia e acharão exagerado ou algo assim, mas vale a pena assistir. Pode ser um pouco lento por vezes, mas jamais arrastado. Não sei se merecia os prêmios, pois ainda não vi todos, mas é um filme que com certeza é digno de ser premiado.
NOTA: 8,0
Bem, alguns aspectos ficaram fixos na minha mente e me aborreceram bastante para ser sincero. Inicialmente não posso deixar de falar da patética edição inicial do filme. Começa com a Natalie Portman e sua equipe procurando por certos fenômenos e acabam atropelando alguém no meio do evento. Aí resolvem voltar no tempo para “descrobrimos” o óbvio: O atropelado era o Thor. E depois da explicação (visualmente PERFEITA, efeitos visuais, sonoros, direção de arte, fotografia e maquiagem PERFEITOS!) voltamos aos pesquisadores no deserto! Pergunto: Pra que? Não faz sentido. A edição que Tarantino gosta de usar tem que ter uma finalidade e não aparecer por um desejo patético de parecer intelectual ou ficar “bonitinho”. Além disso, acho que ficaria muito mais interessante contando a história da guerra em si.
O roteiro jamais sai do óbvio e clichê, de forma que desde o princípio imaginamos o andamento da produção. O romance da história é um dos mais patéticos que vi nos últimos anos. Sem química e muito mal desenvolvido, apelando para cenas e momentos pífios. Mesmo Natalie Portman não consegue salvar. Tudo que se relaciona com ele parece forçado e uma desculpa para existir, satisfazendo os desejos mercatológicos de uma típica megaprodução. Além disso, muitas cenas de ação não empolgam muito e por outras parece aborrecido.
Mas acredito que muitos irão gostar do filme pelas cenas de ação extremamente bem feitas. A cidade de Asgard é criado com requintes de perfeição. Fica como ponto positivo a alusão a Tony Stark no meio da produção, esta simples cena consegue fazer um arco histórico com as outras produções da Marvel. Resumidamente, é um filme que tem uma história óbvia, um romance forçado, momentos sem graça, mas que é estupendo na parte técnica. Indicação ao oscar em efeitos visuais já é certo.
NOTA: 5,5
_________________________________________
Ao invés de postar no domingo, deixei para segunda já que ontem estava sem pc... :(
Espero que tenham gostado, comentem, me critiquem, fiquem a vontade!xD rsrss!
Té a próxima!